Sábado, 4 de Julho de 2009

EQUIPES CONFIRMADAS NA LIIBRA MARANHÃO 2009

EQUIPES INSCRITAS NA LIIBRA MARANHÃO 2009

Time: TUNESQUAR
Time : LANDS
Time : FABULOUS
Time : POMBO DE AÇO
Time : OS BADS
Time : FÊNIX
Time: REAL FOX
Time : OS GATINHOS
Time : RESISTÊNCIA
Time : AND MOVES
Time : SLZ KINGS
TIME : BALSAS C4
Time: CHAMARÉ
Time :THE BIGS
TIME : TITANS
TIME : FIALHO ALL STAR
TIME : SOLINALDOS DO MARANHÃO
TIME : M.A.R.CU STREETBALL
TIME: LOBOS
TIME : OS BADBOYS
TIME: GALERA DO GUETO
TIME: BROWS
TIME: CHARLOT
TIME: OS BALAIOS
TIME: DO GUETO
TIME: BACABAL

32 times e a festa vai ser linda.
vc não vai ficar de fora... ou vai?!!
ultimas vagas !!!!!!!
INSCREVA-SE !!!

SOLICITE A FICHA DE INSCRIÇÃO NO EMAIL :
libra.lubarma@hotmail.com

Informações
(98)88480901
(98)81190417

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

VIRADÃO ESPORTIVO



aguardemmmm...!!!

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

CUFA PRORROGA INSCRIÇÕES DA LIBBRA 2009




A Central Única das Favelas do Maranhão prorrogou as inscrições da Liibra (Liga Internacional de Basquete de Rua) até o dia 4 de julho (sexta-feira). O campeonato de basquete de rua acontecerá no mês de julho sempre nos finais de semana. Trinta e duas equipes participarão do campeonato, o time vencedor na grande final tem vaga garantida no campeonato nacional que acontecerá em setembro na cidade do Rio de Janeiro e receberá uma premiação no valor de R$ 500.

O campeonato é divido em três etapas, em cada uma dessas etapas haverá premiação para o 1°, 2° e 3° lugar. Sendo que apenas o time campeão e vice-campeão da etapa está classificado para a grande final. A premiação de cada etapa é de R$ 500 para o 1° classificado, R$ 300 para o 2° classificado e R$ 200 para o 3° lugar.

As etapas acontecerão nos dias 11 de julho no Anel Viário e, no dia 12 de julho, em Ribamar (1° etapa). No dia 18 em Paço do Lumiar e 19 de julho na Raposa (2° etapa) e, a grande final e 3° etapa, no dia 25 de julho, na Praça Maria Aragão. Sempre a partir das 14h.

Os interessados devem solicitar o formulário de inscrição atraves do email LIBRA.LUBARMA@HOTMAIL.COM. Assim que encerrarem as inscrições a CUFA realizará um congresso técnico com os times, a comissão organizadora e a arbitragem para definir todas as diretrizes do campeonato.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

MICHAEL JACKSON (R.I.P)




O cantor Michael Jackson, 50, morreu na tarde desta quinta-feira (25), em Los Angeles, após sofrer uma parada cardíaca, informam veículos de comunicação norte-americanos como "LA Times", "The New York Times", "CBS" e "Associated Press".

Por volta das 12h20 (16h20 no horário de Brasília), o serviço de resgate de Los Angeles recebeu uma chamada para atender um caso de parada cardiorrespiratória na casa de Michael Jackson. Ao chegarem no local, os paramédicos tiveram que realizar massagem cardíaca no cantor.

Em entrevista à “CNN”, o capitão do departamento de bombeiros de Los Angeles, Steve Ruda, informou que os paramédicos levaram 10 minutos para levá-lo de sua casa para o UCLA Medical Center.

Michael Jackson deixa três filhos, Michael Joseph Jackson Jr, Paris Michael Katherine Jackson e Prince “Blanket” Michael Jackson II.

O cantor morreu menos de um mês de sua turnê de retorno aos palcos na Inglaterra, “Is This It”, onde faria 50 shows na O2 Arena, em Londres, a partir do dia 13 de julho.


Carreira

Michael Jackson iniciou sua carreira em 1962 ao lado de seus quatro irmãos (Jackie, Jermaine, Tito e Marlon), com quem formou o grupo Jackson Five. Aos cinco anos de idade, Michael era o líder da banda.

O sucesso dos Jackson Five veio após o contrato com a gravadora Motown Records, por onde lançaram os hits “I Want You Back”, “ABC”, “The Love You Save” e “I'll Be There”, todos alcançando os primeiros lugares nas paradas de sucesso.

Em 1977, Michael Jackson estrelou o musical “The Wiz”, com Diana Ross onde conheceu o premiado produtor Quincy Jones, iniciando uma parceria de sucesso.

Seu primeiro solo, “Off the Wall”, conseguiu quatro músicas no topo das paradas nos EUA e vendeu cerca de 11 milhões de cópias.

Em 1982 Michael alcançaria o topo do mundo com o lançamento de “Thriller”, álbum mais vendido do mundo em todos os tempos, com mais de 50 milhões de cópias comercializadas.

Os último trabalhos de Michael Jackson foram os álbuns “Invencible” (2001) e a coletânea “The Essential Michael Jackson”.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

RACISMO NO BRASIL... NA PRÁTICA.

Lucrecia Paco


Fazia tempo que eu não sentia tanta vergonha. Terminava a entrevista com a bela Lucrécia Paco, a maior atriz moçambicana, no início da tarde desta sexta-feira, 19/6, quando fiz aquela pergunta clássica, que sempre parece obrigatória quando entrevistamos algum negro no Brasil ou fora dele. “Você já sofreu discriminação por ser negra?”. Eu imaginava que sim. Afinal, Lucrécia nasceu antes da independência de Moçambique e viaja com suas peças teatrais pelo mundo inteiro. Eu só não imaginava a resposta: “Sim. Ontem”.

Lucrécia falou com ênfase. E com dor. “Aqui?”, eu perguntei, num tom mais alto que o habitual. “Sim, no Shopping Paulista, quando estava na fila da casa de câmbio trocando meus últimos dólares”, contou. “Como assim?”, perguntei, sentindo meu rosto ficar vermelho.
Ela estava na fila da casa de câmbio, quando a mulher da frente, branca, loira, se virou para ela: “Ai, minha bolsa”, apertando a bolsa contra o corpo. Lucrécia levou um susto. Ela estava longe, pensando na timbila, um instrumento tradicional moçambicano, semelhante a um xilofone, que a acompanha na peça que estreará nesta sexta-feira e ainda não havia chegado a São Paulo. Imaginou que havia encostado, sem querer, na bolsa da mulher. “Desculpa, eu nem percebi”, disse.

A mulher tornou-se ainda mais agressiva. “Ah, agora diz que tocou sem querer?”, ironizou. “Pois eu vou chamar os seguranças, vou chamar a polícia de imigração.” Lucrécia conta que se sentiu muito humilhada, que parecia que a estavam despindo diante de todos. Mas reagiu. “Pois a senhora saiba que eu não sou imigrante. Nem quero ser. E saiba também que os brasileiros estão chegando aos milhares para trabalhar nas obras de Moçambique e nós os recebemos de braços abertos.”

A mulher continuou resmungando. Um segurança apareceu na porta. Lucrécia trocou seus dólares e foi embora. Mal, muito mal. Seus colegas moçambicanos, que a esperavam do lado de fora, disseram que era para esquecer. Nenhum deles sabia que no Brasil o racismo é crime inafiançável. Como poderiam?
Lucrécia não consegue esquecer. “Não pude dormir à noite, fiquei muito mal”, diz. “Comecei a ficar paranoica, a ver sinais de discriminação no restaurante, em todo o lugar que ia. E eu não quero isso pra mim.” Em seus 39 anos de vida dura, num país que foi colônia portuguesa até 1975 e, depois, devastado por 20 anos de guerra civil, Lucrécia nunca tinha passado por nada assim. “Eu nunca fui discriminada dessa maneira”, diz. “Dá uma dor na gente. ”

Ela veio ao Brasil a convite do Itaú Cultural, que realiza até 26 de junho, em São Paulo, o Antídoto – Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito. Lucrécia apresentará de hoje a domingo (19 a 22/6), sempre às 20h, a peça Mulher Asfalto. Nela, interpreta uma prostituta que, diante de seu corpo violado de todas as formas, só tem a palavra para se manter viva.

Lucrécia e o autor do texto, Alain-Kamal Martial, estavam em Madagáscar, em 2005, quando assistiram, impotentes, uma prostituta ser brutalmente espancada por um policial nas ruas da capital, Antananarivo. A mulher caía no chão e se levantava. Caía de novo e mais uma vez se levantava. Caía e se levantava sem deixar de falar. Isso se repetiu até que nem mesmo eles puderam continuar assistindo. “Era a palavra que a fazia levantar”, diz Lucrécia. “Sua voz a manteve viva.” Foi assim que surgiu o texto, como uma forma de romper a impotência e levar aquela voz simbólica para os palcos do mundo.

Mais tarde, em 2007, Lucrécia montou o atual espetáculo quando uma quadrilha de traficantes de meninas foi desbaratada em Moçambique. Eles sequestravam crianças e as levavam à África do Sul. Uma menina morreu depois de ser violada de todas as maneiras com uma chave de fenda. Lucrécia sentiu-se novamente confrontada. E montou o Mulher Asfalto.

Não poderia imaginar que também ela se sentiria violada e impotente, quase sem voz, diante da cliente de um shopping em um outro continente, na cidade mais rica e moderna do Brasil. Nesta manhã de sexta-feira, Lucrécia estava abatida, esquecendo palavras. Trocou o horário da entrevista, depois errou o local. Lucrécia não está bem. E vai precisar de toda a sua voz – e de todas as palavras – para encarnar sua personagem nesta noite de estréia.

“Fiquei pensando”, me disse. “Será que então é verdade? Que no Brasil é difícil ser negro? Que a vida é muito dura para um preto no Brasil?” Eu fiquei muda. A vergonha arrancou a minha voz.



Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI78162-15228,00-ENTAO+E+VERDADE+NO+BRASIL+E+DURO+SER+NEGRO.html

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Cineclube Crioula é contemplado pelo programa Cine Mais Cultura


Por Poliana Sales

O cineclube crioula mantido pela Central Única das Favelas do Maranhão é dos contemplados pelo programa Cine Mais Cultura do MinC que tem como objetivo regionalizar a difusão audiovisual em todo o país, através do incentivo a atividade cineclubista.

O cineclube crioula será beneficiado com um Kit multimídia contendo tela para projeção de 210 polegadas (4m X 3m), projetor de vídeo digital, aparelho leitor de DVD, mesa de som de quatro canais, quatro caixas de som com potência de 250 watts, amplificador com 1200Wrms de potência, dois microfones sem fio de alcance de 150 metros e câmera filmadora digital.

Além dos equipamentos de exibição e câmera com tecnologia digital, o cineclube também receberá um acervo de filmes brasileiros selecionados pela Programadora Brasil para exibição semanal durante dois anos. Os coordenadores do projeto também participarão de um oficina de capacitação cineclubistque será oferecida pela Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC.

O cine crioula é um projeto da Cufa em parceira com a Associação dos Moradores do Vicente Fialho, bairro de São Luís. O cineclube estava com suas atividades suspensas desde o mês de maio por falta de equipamentos para as exibições. O cineclube era mantido com equipamentos emprestados e com a colaboração da própria comunidade. A iniciativa da CUFA MA é um projeto piloto para a criação do Núcleo Audiovisual da Cufa no Estado do Maranhão, nesse primeiro momento o cineclube atua na formação de público e capacitação à Linguagem Cinematográfica.

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

COTAS

O sistema de cotas e a sociedade pós-racial


Eu sou a favor. Você é contra. E assim vai se construindo o debate que tem como pano de fundo a substituição dos atuais programas sobre cotas raciais, por um programa unificado que vem sendo discutido no Congresso Nacional.

O referido programa prevê 50% de cotas em todas as universidades públicas do país, mas sem divisão por segmentos. Esta discussão é praticamente desconhecida do grande público, por mim inclusive, mas vamos escurecer um pouco a questão.

É fundamental que haja algum grau de paridade entre a formação e inserção dos negros na sociedade. Pra mim é inconcebível que nós, fiquemos esperando passivamente as soluções chegarem. Já esperamos muito. Estamos esperando desde 1888, e as soluções não chegaram.

Os que são contra as cotas raciais dizem que devemos continuar esperando pela melhoria no Ensino de Base para que assim, possamos nos qualificar para a entrada no Ensino Superior. Mas esperar até quando?

Estão sendo pensadas e praticadas formas concretas de reparar uma política social que anteriormente se pautou sim, pelo recorte racial. Nessa discussão, existem aqueles que dizem que o conceito de raça foi cientificamente superado e que a luta deve ser por uma sociedade pós-racial.

Não sou defensor da política racial americana, do apartheid ou mesmo do antagonismo entre brancos e negros, não busco revanchismo, preconceito, ou o que possa ter ligação com essa idéia, mas o fato é que, sobretudo, não quero a manutenção do preconceito atual, e se nada de concreto e imediato for feito para possibilitar que o negro ascenda socialmente, continuaremos sempre nos vangloriando de nosso país mestiço, da mistura e da convivência pacífica entre cidadãos de todas as cores.

Não vamos negar o racismo que sempre existiu e que existe em nosso país. Quem tem a tonalidade de pele preta sabe com absoluta certeza que há preconceito racial sim, e não é preciso grande esforço para provar isso.

Se com as cotas o preconceito “aparecer”, garanto aos senhores que para nós não será muito diferente do que já é, e acho que vale a pena comprar o pacote, já que dessa vez viria algo de bom: os negros ocupando parte das cadeiras nas salas de aula das universidades federais.

No geral sou contra as cotas, e a maioria dos negros que conheço também são, mas enquanto elas forem necessárias como reparo de injustiças históricas e enquanto não me apresentarem outro mecanismo real e factível de inserção dos negros na sociedade, sou a favor.



Celso Athayde