domingo, 7 de fevereiro de 2010

GLOBETROTTER BRASILEIRO



Um homem
Uma bola de basquete
os holofotes em sua direção
câmeras ligadas
silêncio na arquibancada

no pensamento... um ano viajando pelo mundo usando um equipamento oficial, um verdadeiro Globetrotter.

Um brasileiro globetrotter.

só depende de você, venha... dia 27/Fevereiro mostre sua habilidade com a bola de basquete, inove, ouse... tenha sua imagem capturada e enviada para a globo e para os harlem globetrotters para serem avaliadas... e a CUFA faz tudo por você, captura e envia as imagens.

não perca.

sábado, 30 de janeiro de 2010

5º ENCONTRO NACIONAL DA CUFA




Começa o Encontro da CUFA em Porto Alegre
Com a presença de diversos Estados do território nacional, o V Encontro Nacional da CUFA iniciou, no dia 27 quarta-feira em Porto Alegre, com a apresentação e planejamento para 2010 de cada Estado presente.


Após a recepção e integração dos participantes no Hotel, com entrega do material e camisas do Encontro, a equipe do Rio Grande do Sul abriu os trabalhos com a mesa de boas vindas com o Coordenador Geral do Estado, Manoel Soares e a Coordenadora Administrativa, Dinorá Rodrigues.


“Cada Encontro Nacional realizado é mais um passo que a CUFA dá para o futuro. A integração de diversas culturas oportuniza a criação de novas tecnologias sociais”, enfatizou Dinorá.

As apresentações dos Estados enfatizaram as conquistas, projetos em andamento e novos projetos para 2010. São momentos onde podemos interagir mais e conhecer melhor as ações de cada base da CUFA no Brasil.
A partir de amanhã, dia 28, as mesas irão trabalhar mais especificamente todas as ações e articulações da CUFA Nacional e nos Estados, com a presença de convidados que irão contribuir com o planejamento de 2010.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

ENCONTRO ESTADUAL II



Na segunda parte do Encontro Estadual da CUFA-MA, na tarde do dia 24 de janeiro, foi dado prosseguimento as discussões que tinham como temas as Ações Preventivas à Criminalidade Juvenil e a Comunicação e Mobilização Social.

Para discorrer sobre o primeiro tema a mesa contou com a presença do Cel. Odair (Coord. da Polícia Comunitária de São Luís), Claudia Gouveia (Coord. do Projeto Mães da Paz) e Preto Zezé (Articulador Nacional da CUFA).

Nesta ocasião foi exposto o vídeo do Projeto Ronda Cultural, criado e coordenado pela CUFA-CE e foi discutida a posição da periferia diante da investida policial e a posição da polícia diante de situações de risco. Colaborando com o debate o Preto Zezé falou da necessidade de uma aproximação entre a comunidade e o policiamento para que haja diálogo entre as partes e conseqüentemente a tomada de novas diretrizes e comportamentos.

Por sua vez o Cel. Odair, explanou sobre a visão da polícia no processo de abordagem feita à comunidade, sobre as ações de repressão e prevenção e também sobre a necessidade da participação ativa da sociedade nas tomadas de decisões quanto à segurança pública.

Encerrando o tema Ações Preventivas à Criminalidade Juvenil, tomou a palavra a Coord. Claudia Gouveia, que relatou sobre o projeto Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) que conta com o Protejo (Programa de Proteção a Jovens em Território de Vulnerabilidade) e Projeto Mães da Paz, relatando suas ações e programas. Depois os ouvintes puderam participar do momento tendo suas dúvidas respondidas pelos presentes na mesa.

A mesa seguinte, que teve como tema a “Comunicação e Mobilização Social”, contou com a presença de Flávia Quirino (Coord. de Comunicação da CUFA), Samira Salomão (representante da emissora Globo) e Billy Freire (Coord. de Bases da CUFA-MA).
A Samira Salomão enfatizou a importância da parceria entre a Cufa e a emissora Globo em todo o Brasil, da necessidade de se estreitar ainda mais esta relação para que seja possível a realização de mais projetos em conjunto, exemplificando com o sucesso dos principais projetos da CUFA Brasil em parceria com a Globo.
Dando destaque para a importância do Plano Nacional de Comunicação, a Flavia Quirino por sua vez, observou também a necessidade dos membros da CUFA estarem inseridos na rede nacional, do padrão de assinatura de e-mail e modelos de diversas ações que a comunicação deve seguir dentro da Cufa.
Finalizando este momento, o Billy reiterou as palavras da Flavia Quirino e reforçou junto às bases a urgência em agregar pessoas para o corpo da entidade, da busca por parceiros para seus projetos e ações. Após estas explanações houve uma etapa de perguntas.

Assim, encerrou-se oficialmente o I Encontro Estadual da CUFA-MA. Dentre os presentes houve também a participação dos representantes da Federação de Skate do MA, do Superintendente do Incra – MA, Benedito Pires II, e a cobertura televisa da TV Mirante (Globo local) e TV São Luís (Record local).

domingo, 24 de janeiro de 2010

ENCONTRO ESTADUAL I



Na manhã deste domingo, 24, jovens de doze municípios maranhenses se reuniram no auditório do Palácio Henrique De La Roque, em São Luís, capital do Estado para participar do 1º Encontro Estadual da CUFA – Central Única das Favelas do Maranhão.

Para o coordenador geral da CUFA MA, Charles Adaga, o encontro é a oportunidade de conhecer os novos agregados da CUFA e sanar as dúvidas para que possam desenvolver suas atividades em seus municípios. “Nossa proposta é expandir ainda mais as ações e projetos da CUFA em nosso Estado”, ressaltou.

O articulador institucional da CUFA, Francisco José Pereira, mais conhecido como Preto Zezé, participou da abertura do evento e falou sobre as experiências da CUFA no país e também sobre os avanços das políticas públicas para a juventude e seus indicadores sociais.

“Realizar um evento na sede do Governo é um grande avanço e até um momento histórico. Porque antes a periferia não chegava nestes espaços, ainda mais para discutir políticas públicas” frisou Preto Zezé, enfatizando ainda que a CUFA “prepara os escolhidos, não trabalhamos para criar artistas, mas para criar executivos sociais”.

Também participaram da mesa de abertura, o superintendente estadual de Relações Comunitárias do Estado do Maranhão, Paulo Pires e ainda os representantes da Secretaria Estadual de Juventude e Esporte, Marcelo Jacinto e José Ribamar Soares.

Esportes

Jacinto apresentou o planejamento da Secretaria Estadual de Esportes e Juventude para 2010 e anunciou interesse para que a CUFA seja parceira nas atividades esportivas do órgão. “Temos muito interesse em potencializar as práticas esportivas no interior do Estado”, ressaltou ao ser questionado sobre as ações nos demais municípios do Maranhão.

Programação

A partir das 14 horas, os participantes discutem sobre o avanço das ações preventivas à criminalidade juvenil e também sobre comunicação e mobilização social.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

ATENÇÃO!!!!!

A CUFA - Central Única das Favelas vem tornar público que entrou com uma representação junto ao Ministério Público de São Paulo solicitando instalação de inquérito por conta das declarações proferidas, em rede nacional pelo Srº Gerge Samuel Antoine, cônsul geral do Haiti em são Paulo. Nesta mesma data informamos que estamos apresentando noticia crime nos seguintes órgãos: Embaixada do Haiti - Ministério da Justiça - Ministério de Relações Exteriores - Seppir - Secretaria Especial de Politicas de promoção para Igualdade racial - Direitos Humanos - Secretaria Nacional de Segurança - Presidência da Republica - Casa civil.


Segue documento




São Paulo , 20 de janeiro de 2010.


EXMO. SR. PROMOTOR DE JUSTIÇA DO MINISTÉRIO PUBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Central Única das Favelas- CUFA DO BRASIL, inscrita, vem apresentar notícia-crime contra Gerge Samuel Antoine, cônsul geral do Haiti em São Paulo, esperando sejam averiguados os fatos a seguir narrados e, eventualmente, instaurada a competente ação penal pública incondicionada.
O cônsul do Haiti em São Paulo, Gerge Samuel Antoine, apareceu em reportagem exibida na noite da última quarta-feira, dia 13 de janeiro, no programa de televisão "SBT Brasil", exibido em rede nacional, dizendo que o recente terremoto que atingiu o Haiti, causando imensa destruição e morte de milhares de pessoas, estaria "sendo bom" para seu trabalho e que a tragédia poderia ter ocorrido por causa da religião praticada por boa parte dos haitianos, descendentes de africanos, os quais são qualificados como amaldiçoados.
Nos termos do vídeo que acompanha esta notícia-crime, o cônsul afirmou: "A desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui, fica conhecido. Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá fudido."



Diante disso, a CUFA - Central Única das Favelas, entidade representativa em todo território nacional e com bases internacionais, considerando 1) a eventual prática de crimes de preconceito racial e religioso, tipificados no artigo 20, da Lei 7.716, de 05 de janeiro de 1989; 2) considerando ainda que a ocupação de cargo de cônsul honorário não gera imunidade diplomática; e 3) considerando que a prática do eventual crime teria se dado em rede nacional de televisão; vem requerer a instauração de inquérito para averiguação dos fatos narrados e, eventualmente constatada a prática de crime, instauração da competente ação penal pública incondicionada.

São Paulo , 20 de janeiro de 2010.

Central Única das Favelas do Brasil - CUFA

Danilo - BA - Presidente
KALINE LIMA - PB - vice–presidente
PRETO ZEZE - CE – articulador nacional
DINORA RODRIGUES - RS - conselheira
MV BILL - RJ - presidente de Honra
KARINA SANTIAGO - MT - Direção Nacional
NEGA GIZZA - Coordenação Rio de Janeiro
ANNA SABBAGG - Coordenação - SP
CHARLES SANTOS (ADAGA) - Coordenação MA

MOÇÃO DE REPÚDIO

Historicamente todos os símbolos que traduzem a herança africana foram usurpados, relegados à condição de subalternidade e negados do processo de contribuição da formação da cultura brasileira, a exemplo disso citamos a religião. Homens e mulheres tiveram que criar formas de resistência e camuflar sua fé, originando ao que conhecemos como sincretismo religioso. Pois bem, o bonde da história se movimenta e hoje seguidores e seguidoras das religiões de matriz africana em todo país, engrossam as fileiras da luta contra a intolerância religiosa, se pautando inclusive na Constituição brasileira, quando garante a liberdade de culto. É preciso rememorar que a perseguição religiosa culmina em várias formas de violência, ferindo os direitos da pessoa humana.
Neste contexto de releituras e circularidade cultural, surge o inaceitável, duras manifestações de preconceito a cultura africana na diáspora conjugada a requinte de crueldade de colarinho branco. Tudo traduzido no nefasto comentário do cônsul geral do Haiti em São Paulo, o Srº Gerge Samuel Antoine, que em meio à comoção mundial pelo duro golpe que a natureza deu no Haiti e que arrasou vidas, repartiu famílias e dilacerou o resquício de esperança do povo haitiano, disse "A desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui, fica conhecido. Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá f..." (fonte: SBT Brasil)
Num momento em que o mundo volta sua solidariedade para o povo do Haiti, os negros do Haiti, deve ser repugnada qualquer manifestação de racismo, preconceito e ódio à cultura religiosa de matriz africana, extensível a todos os brasileiros. Assim, a infeliz manifestação do cônsul não pode ser desculpada, e se for pelo governo brasileiro, não o será em nome dos mais diversos movimentos sociais nacionais, notadamente porque entendemos que esse pedido de desculpas se dá pelo fato do seu pensamento ter se tornado público, nada mais. Ter em nossas terras um homem que semeia o desamor e o oportunismo selvagem, sobretudo, num momento de dor, é como cultivar um câncer em nosso país. Não basta ter que conviver com os nossos racistas ainda vamos ter de nos omitir sobre essa reprovável manifestação de racismo?Até quando vamos ter que conviver com o mito da igualdade racial e as várias facetas que o preconceito apresenta?
Neste sentido a CUFA - Central Única das Favelas, entidade representativa em todo território nacional e com bases internacionais (Alemanha, Argentina, Áustria, Bolívia, Chile, Colômbia, Espanha, Hungria, Itália, Paraguai, Portugal, USA e Angola), vem por meio dessa moção solicitar ao governo brasileiro que encaminhe esse senhor a acalmar todo seu sentimento em outras terras e que assim seja imediatamente convidado a deixar essa casa nação brasileira, bem como, o afastamento imediato do cargo que ocupa, por ser incompatível com suas convicções racistas, desumanas e contrária a cultura da paz. É preciso que as instâncias de poder se posicionem e intervenham, como símbolo de respeito aos ossos irmãos e irmãs haitianas, à dignidade do povo brasileiro e como resposta as agressões proferidas à cultura advinda de África, pois somos parte dela mesmo que neguem.
Por fim, nos negros e não negros brasileiros e brasileiras afirmamos que não temos nenhuma maldição e como tal desejamos a ele toda a sorte e felicidade do mundo em outra missão que não seja a de representar os negros do Haiti em território brasileiro. E se ainda assim o Srº Gerge Samuel Antoine continuar como referência do povo do Haiti no Brasil então deveremos reconhecer que realmente somos um povo amaldiçoado.


CUFA
Central Única das Favelas

sábado, 16 de janeiro de 2010

HAITI



Tragédia no Haiti

Nos últimos dias todos os olhos, todas as atenções e todos os meios de comunicação estão voltados para o Haiti. Um fato trágico assolou um dos países mais pobres do mundo, que já vive mergulhado em um mar de mazelas das quais muitas foram causadas e influenciadas pelo próprio ser humano. Dessa vez o ocorrido trata-se de um fenômeno da natureza, um terremoto que devastou o Haiti matando mais de 150 mil pessoas e deixando milhares desabrigadas, mais desamparadas, mais famintas e mais doentes.

Hoje, através das intensas coberturas jornalísticas que vêm mostrando esta tragédia, sabemos que existe um país pobre, por que não dizer miserável, que (sobre) vive de uma renda lamentável e quase que insignificante. De fato o ocorrido no Haiti nestes últimos dias é de assombrar e lamentar, porém os problemas do Haiti não são de hoje, França e Espanha sempre dominaram e escravizaram os habitantes da Ilha, o que gerou diversos conflitos e guerras internas pela abolição da escravatura (1794), pela luta para se chegar ao poder que causou inúmeras guerras internas, até ser invadida e dominada pelos Estados Unidos entre 1915 e 1934. Desde então, o Haiti vem sofrendo diversos golpes militares e sucessões presidenciais constantes.

Mais de oito milhões de habitantes de maioria absoluta negra e de descendência africana sofrem diante de tanta instabilidade política, pois a população é afetada diretamente. A briga pelo poder distancia o país de uma economia sólida, o que tem causado imensos danos aos habitantes do país, que têm vivido em miséria, com escassez de água, comida, emprego e educação. Com a falta de estrutura e oportunidade de desenvolvimento da população, a violência tem predominado nas ruas de Porto Príncipe (capital do Haiti) e nas demais cidades, formando gangues que em busca de alimento e dinheiro, roubam, matam e estupram. Em conseqüência disto, desde o início dos anos 90 o Haiti é ocupado por forças da ONU, antes liderada pelos EUA, hoje lideradas pelo exército brasileiro na tentativa de dar segurança para que mudanças sejam realizadas a fim de se reestruturar o país.

O fato é que desde o início, o Haiti nunca foi dos haitianos, nunca houve paz, a população sempre foi jogada na sarjeta, morando junto ao lixo, no total abandono, assim como em quase todos os países de origem e população africana, com invasões e descaso com as pessoas.]

Os problemas do Haiti não são de hoje, o que infelizmente aconteceu causando a morte de mais de 150 mil pessoas é trágica, mas é de causa natural que foge ao controle humano, porém, o que vem acontecendo desde sua fundação, realizada diretamente pelo homem, pela sede de poder é que não pode continuar, o Haiti precisa ter paz, necessita de uma oportunidade de ser livre, precisa ser encarado como um país, e seus habitantes devem ser vistos e tratados como seres humanos, que merecem ao menos a dignidade de viver, gozar de sua liberdade e de tentarem concretizar seus sonhos.