31 de outubro de 2008

04/11 DIA DA FAVELA!!!!!!



Favela (potuguês brasileiro) ou bairro de lata (português europeu) musseque (em Angola) são termos usados para descrever regiões urbanas de baixa qualidade de vida e cujos moradores possuem limitado poder aquisitivo - áreas com edificações inadequadas, muitas vezes apertadas aos morros onde é difícil construir edifícios estáveis e com os materiais tradicionais. Originalmente, o conceito de "favela" era aplicado somente à locais sem qualquer apoio estatal, ou seja, sem energia elétrica, abastecimento de água, esgoto, etc. Oficialmente, porém, define-se uma favela como qualquer região cujas construções tenham sido realizadas em terrenos invadidos e sem regularização fundiária.
Termo
A origem do termo se encontra no episódio histórico conhecido por Guerra de Canudos. A cidadela de Canudos foi construída junto a alguns morros, entre eles o Morro da Favela, assim batizado em virtude de uma PLANTA (chamada de favela) que encobria a região. Alguns dos soldados que foram para a guerra, ao regressarem ao Rio de Janeiro em 1897, deixaram de receber o soldo, instalando-se em construções provisórias erigidas sobre o Morro da providência. O local passou então a ser designado popularmente Morro da Favela, em referência à "favela" original. O nome favela ficou conhecido e nadécada de 20, as habitações improvisadas, sem infra-estrutura, que ocupavam os morros passaram a ser chamadas de favelas.
A favela, diferente do que muitos pensam não é somente crime, drogas e prostituição, é lugar de gente humilde e trabalhadora, e claro, marginalizada. A favela tem seu jeito de ser feliz... é dela que vem o samba e o Hip Hop por exemplo, além de milhares de manifestações culturais.
Comemoremos o dia da favela... 04 de Novembro!!!!

Coordenadora da CUFA é vítima da violência das grandes cidades

A Central Única das Favelas – CUFA – vem por meio desta informar a quem possa interessar que a coordenadora do Núcleo Maria Maria, da Central Única das Favelas de Salvador (BA), Ítala Herta, foi vítima de agressão policial no último sábado (dia 25), na saída de um evento, enquanto rumava para o Bairro da Boca do Rio, localizado na periferia da cidade. A agressão foi ocasionada por uma atitude, no mínimo, impensada, do taxista que conduzia Ítala e mais dois amigos.

Sem qualquer motivo aparente, o taxista Cezar Augusto da Silva Purificação chamou a polícia, suspeitando que seria assaltado. Os policiais, por sua vez, agrediram a moça e seus colegas física e moralmente, mesmo após comprovarem que não ofereciam risco algum.

A CUFA lamenta o ocorrido, não apenas por ter uma de suas integrantes envolvidas no caso, mas pelo estado de insegurança instaurado, que leva cidadãos a viverem apavorados e agirem inconscientemente; que leva a polícia a agredir antes de averiguar os fatos; que leva centenas de moradores das favelas a serem constantemente violentados em sua integridade moral e física, mesmo sem motivo aparente.

Muito mais que lamentar, a CUFA trabalha incansavelmente a fim de transformar a realidade das favelas brasileiras. Para tanto, conta com parceiros como a Polícia Comunitária no desenvolvimento de ações de prevenção ao crime e à marginalidade. Tudo isso para que todos os cidadãos de bem possam ter seus direitos respeitados e sua dignidade garantida.

Segue abaixo o depoimento de Ítala Herta sobre o acontecido na madrugada do dia 25:

"Era 00h30min de sábado quando falei para Henrique e Saturnino – dois amigos que me acompanhavam em um evento que estava ocorrendo no Centro Histórico de Salvador (Pelourinho) – que queria ir embora, pois estava cansada... Fomos! Destino? O Bairro da Boca do Rio. Nós três moramos perto uns dos outros, e dividirmos um táxi ‘amenizaria os riscos de sermos confundidos ou assaltados’ – pensamos. Ainda na saída do ‘Pelô’, encontrei minha tia (Nelma Suely), meu tio (Wilson Freitas) e meu primo (Rafael Melo), e recusei o convite de ir com eles para o ensaio do Ilê Ayê, no bairro da Liberdade, reforçando a afirmação anterior de querer ir logo para casa. Nos cumprimentamos, eles entraram no carro e eu e meus dois amigos continuamos andando em direção à Praça da Sé, onde solicitamos o serviço de táxi do Sr. Cezar Augusto da Silva Purificação. Ainda no meio do caminho, o carro do meu tio acompanhava o táxi e nos cumprimentamos de longe. Tudo parecia muito tranqüilo dentro do carro: conversávamos apenas sobre o final daquela noite, sobre o evento, sobre o lugar por onde passávamos...

Chegando ao início da ladeira da Fonte Nova, o taxista parou o carro e alegou que uma das portas se encontrava aberta. Abri e fechei minha porta e pedi aos outros que conferissem as outras portas. Todos disseram ‘Não tem nenhuma porta aberta!’, e eu complementei: ‘Por favor, taxista, leve o carro adiante, pois tenho medo de assalto.’ Olhando pelo retrovisor, ele ligou a lanterna do seu carro, sinalizando algo. Nenhum dos três entendia o motivo d’ele ter parado naquele local, àquela hora... Nesse mesmo momento, ainda com o carro parado, Cezar Augusto começou a gritar e a se debater dentro do carro. De maneira muito rápida, travou as portas do veículo com os três dentro e saiu do carro gritando e afirmando que era um assalto, que eu e os meus dois amigos éramos assaltantes! Neste exato momento, uma viatura da polícia civil pela qual nós tínhamos passado sem perceber, antes da ladeira, atendeu aos sinais e acusações do taxista.

Com armas em punho, os policiais gritavam e mandavam todos deitarem no chão. Eu e os meus amigos, desesperados com os gritos e as acusações do taxista diante da polícia, saímos pela única porta aberta do táxi. Nesse momento, eu caí de cara no chão... Os meninos já estavam rendidos. Eu levantei com a roupa toda ensangüentada e desesperada, pedindo para que os policiais não atirassem, porque nos éramos inocentes. Disse que a abordagem deles era ilegal e um dos policiais pegou no meu braço, me jogou no chão, e em voz alta e com sua arma apontada para minha cabeça, falou: ‘Cala a boca, sua puta! Ilegal o quê, sua vagabunda?’. Me viraram de costas. No chão e com a cara no asfalto, rendida, começaram a me revistar, levantaram minha blusa. Procurando a arma, abaixaram a roupa de Saturnino. Henrique, também rendido pelos os policiais, clamava para nenhuma daquelas armas disparar contra nós.

Lembra do meu tio? Deus que o colocou no nosso caminho, atendendo ao pedido do meu primo, que reconheceu que o táxi parado era o meu. Eles pararam o carro a alguns metros de distância e subiram a ladeira correndo, gritando pelo meu nome, pedindo para não atirarem, pois eram pessoas inocentes que se encontravam no chão. Minha tia, já pensando o pior ao me ver no chão, ensangüentada.

Ainda no chão, os três humilhados e rendidos, olhávamos para o taxista, que a essa altura já tinha se tocado da atrocidade que havia cometido. Porém, o acontecimento não acabou por aí. Nós fomos interrogados no local, e fomos encaminhados – e não, acompanhados – à delegacia, o que significava que as vítimas não eram Ítala, Saturnino e Henrique, mas sim o taxista!

Levei cinco pontos no queixo e ainda estou com hematomas no meu corpo. Na delegacia, fizeram meus amigos mostrarem se realmente tinham dinheiro para pagar o serviço de táxi. Tentaram nos coagir, um deles afirmando conhecer o Henrique de algum lugar. Um dos policiais gritava comigo ao ouvir minhas reivindicações, me mandando sair da frente dele e ordenando que eu fosse me sentar bem longe de suas vistas. Justificavam que o Cezar Augusto era um trabalhador assustado, vítima de assalto por três vezes...”

Este é apenas um retrato da violência que atinge milhares de cidadãos brasileiros. Um relato que se repete todos os dias, em cada periferia. Um quadro que a CUFA, ao lado de seus parceiros, luta para mudar e acredita que um dia será diferente.

26 de outubro de 2008

CUFA's DO BRASIL



representantes de várias CUFA's dando um rolê pelo CONIC (Brasilia) após uma manhã de discussões e debates.

25 de outubro de 2008

hutuzzz

http://br.youtube.com/watch?v=-U_P1Kt9OnQ

BASQUETE DE RUA!!!



Gigantes, preparem-se... 2009 a LIBBRA vem com tudo!!!!!

o que era SEBAR abora é LIBBRA Circuito Estadual!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

24 de outubro de 2008

ENCONTRO NACIONAL - MINISTÉRIO DOS ESPORTES




O secretário Executivo do Ministério do Esporte, Wadson Ribeiro, participou nesta quarta-feira (22), do Encontro da Central Unica das Favelas (Cufa) em Brasília (DF), onde apresentou os programas esportivos-sociais da pasta e debateu o esporte de partipação. Ao lado do presidente da Cufa, Celso Ataide, do coordenador de Políticas Para a Juventude, Reinaldo Gomes e do rapper MV Bill, o secretário colaborou com 60 coordenadores estaduais e do Distrito Federal na elaboração de uma proposta de parceria junto ao Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que será entregue amanhã (23), ao ministro da Justiça, Tarso Genro. O Pronasci é uma iniciativa inédita de combate a criminalidade no país. Tem como público alvo jovens de 15 a 25 anos egressos no sistema prisional, reservistas, em descontrole familiar e em conflito com a lei, presos ou adolescente infrator. As ações são desenvolvidas em regiões metropolitanas brasileiras mais violentas. “O objetivo desse encontro é a construção de oficinas para criar ações de trabalho da Cufa, buscando parcerias como por exemplo, a construção de Centros Esportivos - com quadras poliesportivas, salas multiuso, arenas, vestiários, banheiros, entre outros” anunciou Celso Ataide. Segundo ele, esse espaçoes serão uma referência da comunidade e funciorarão como centros de convivência promovendo, inclusive, o basquete de rua e o hip-hop, sediando eventos culturais, escolares e esportivos. MV Bill, por sua vez, elogiou a proposta do governo federal junto ao Pronasci, voltada para a segurança pública e aos jovens. Segundo ele, o diálogo é uma forma muito importante de atrair a juventude que é vitimada e reprodutora dessa violência. “Por meio do esporte, da educação também estaremos usando esses jovens como exemplos de resgate, como protagonistas dessas mudanças, pois agora as politicas chegam com eficiência porque são propostas às lideranças que atuam em comunidades polulares”, afirma. Representando o ministro do Esporte, Orlandio Silva, o secretário executivo fez uma retrospectiva da historia do esporte no pais, e mostrou os avanços do setor. Ele lembrou que o acesso que antes era assegurado prioritariamente à uma minoria de jovens estudantes em colégios particulares, detentoras de excelentes infra-estruturas esportivas - desde 2003 com a constituição de um ministério exclusivo do Esporte, passou a ser um direito do cidadão e a ser universalizado. “Isso implica dizer sociedade sadia embuida nos valores do esporte é sinônimo de cabeça sadia. Os grandes campeões olímpicos sairam das periferias da cidade. Um bom exemplo aconteceu com o futebol”, citou. Ele destacou ainda que o Ministério do Esporte por meio de quatro programas também está sendo beneficiado pelo Pronasci. O convênio interministreial envolveu um repasse, para 2008, no valor de R$ 32.470.788,44. Os recursos foram destinados aos programas: Praças da Juventude, que já está construindo praças novas em vários estados do país; ao Esporte e Lazer da Cidade, que garante ações de esporte e de lazer aos jovens inseridos em suas em comunidades carentes; ao Pintando a Liberdade, que por meio da produção de material esportivo promove a ressocialização de detentos do sistema prisional do país; e ao Pintando a Cidadania, que através da produção também de material esportivo gera emprego e renda às famílias carentes.

ENCONTRO NACIONAL




Brasília - O ministro da Justiça, Tarso Genro, participa do encerramento do seminário Pronasci - Cufa, que reúne representantes da Central Única das Favelas de 27 cidades .Em primeiro plano o representante da Cufa /CE, Francisco Lima Brasília - Propostas para evitar que o jovem das regiões metropolitanas, principalmente moradores de favelas, seja atraído pela criminalidade foram debatidas durante toda essa semana por cerca de 50 integrantes da Central Única de Favelas (Cufa).Eles participaram de um seminário proposto pelo Ministério da Justiça e que faz parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Hoje (23), durante o encerramento, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que a parceria com a Cufa poderá contribuir para agregar a diversidade presente na periferia. O objetivo é que a organização apresente projetos culturais, esportivos voltados aos jovens.“O estado dispõe de mecanismos de aproximação, de integração social, que podem iniciar um processo de resgate desses jovens que estão no caminho do crime ou para serem controlados pelo crime organizado nestas regiões”, diz Tarso.A Central Única de Favelas é uma organização criada a partir da união de jovens de várias favelas, inicialmente, do Rio de Janeiro, formados, em sua maioria, por negros. Atualmente, atua em 80 municípios dos 27 estados brasileiros, abrangendo cerca de 480 mil jovens. A proposta da Cufa é atender, além dos jovens moradores de faveles, os que estão em conflito com a lei e os egressos do sistema penal. As ações integrarão o Projeto Invisibilidade.O coordenador nacional da Cufa no Ceará, Preto Zezé, afirma que é importante dar oportunidades para os jovens, principalmente os de baixa renda. "Assim, ele acessa as riquezas que estão do lado de lá, a tecnologia, o conhecimento, o contato as pessoas, as políticas públicas e retorna para sua comunidade, de forma que ele mude a si próprio e o entorno onde ele está inserido”.Para o coordenador nacional da Cufa no Rio Grande do Sul, Manoel Soares, esses jovens passam por um processo diário de "invisibilidade social" e têm dificuldades no acesso a políticas públicas. Entretanto, essa situação, segundo ele, pode ser descontruída.“Quando eu era criança arquitetei o roubo de uma bola de basquete. Eu já tinha observado que o dono da loja saía e estava planejando, entrar na loja e roubar uma bola para eu ter em minha casa. Quando eu cheguei em casa, a minha mãe me entregou uma bola de basquete, mais simples. Eu vi a alegria dela. Ela disse: 'olha, taí ó. Eu tô vendo que você tá gostando desse negócio de basquete'.”Soares afirma que da mesma forma que a sua mãe conseguiu quebrar um "ciclo de delito", outras ações também podem ter o mesmo resultado. Ele cita a proposta de pagamento de bolsas aos jovens - incluída no Pronasci - como uma alternativa para contribuir para uma mudança cultural e inibir o ingresso do jovem ao mundo do crime.“Mesmo que não seja uma intervenção como a do tráfico, que hoje dá ao jovem R$ 2 mil a R$ 3 mil por semana, uma intervenção financeira, às vezes menor, acaba tendo um emblema de que a honestidade vale a pena e o trabalho funciona, inibindo o processo de ingresso desse jovem no mundo do crime”, garante Soares.




Pronasci e Cufa juntos no combate à criminalidade
Brasília, 22/10/08 (MJ) – O ministro da Justiça, Tarso Genro, participa nesta quinta-feira (23) do encerramento do Seminário Pronasci - Cufa, às 9h em Brasília. O encontro, que teve início segunda-feira (20), reúne representantes da Central Única das Favelas (Cufa) de 27 cidades do Brasil. O objetivo é a construção de um novo projeto destinado aos jovens para o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Também participarão da cerimônia o presidente de honra da Cufa e rapper, MV Bill, e o coordenador-geral da entidade, Celso Athayde, ambos produtores do documentário “Falcão: meninos do tráfico”. O filme foi divulgado pela TV Globo e retratou a história de adolescentes de favelas do Rio de Janeiro envolvidos no tráfico de drogas. O Pronasci vai aproveitar a experiência da Cufa, adquirida ao longo dos seus 20 anos de existência, para adaptar ações preventivas já existentes à nova visão proposta pelo programa, atingindo, principalmente, o seu público-alvo: os jovens. O projeto criado pelo Pronasci-Cufa será executado a partir do ano que vem nos estados e municípios integrantes do Programa. A primeira parceria entre o Pronasci e a entidade ocorreu no primeiro semestre deste ano com o 4º Campeonato Nacional da Liga Brasileira de Basquete de Rua (LIBBRA). A final do torneio, que ocorreu em junho, no Rio de Janeiro, também teve a presença do ministro Tarso Genro. A Cufa é um movimento social criado a partir da união entre jovens de várias favelas do Rio de Janeiro – principalmente negros – que buscavam espaço para expressar suas atitudes, questionamentos ou simplesmente a vontade de viver. A entidade utiliza o hip hop como principal forma de expressão e ferramenta de integração e inclusão social e tem como um dos fundadores o rapper MV Bill. Pronasci
O Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) foi criado há pouco mais de um ano com um grande desafio: diminuir os altos índices de violência das grandes regiões metropolitanas brasileiras. O Programa inova ao articular políticas de segurança pública com ações sociais para enfrentar a criminalidade. Atualmente, o Pronasci está em fase de implementação em 18 estados e 84 municípios. Até 2012 será estendido a todo o território nacional. Entre os principais eixos do Pronasci destacam-se a formação e valorização dos profissionais de segurança pública, a reestruturação do sistema penitenciário, o combate à corrupção policial e o envolvimento da comunidade na prevenção da violência. Até o fim de 2012 o governo federal investirá R$ 6,707 bilhões no desenvolvimento de 94 ações que envolvem União, estados e municípios.

ENCONTRO NACIONAL



O ministro Edson Santos cercado pelas lideranças da CUFA: "Somos o grilo falante do Governo, lembrando a todas as áreas da importância do recorte racial nas políticas públicasFoto: Isaac Amorim
O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, participou na manhã da última quarta-feira (22/10), em Brasília, de um debate sobre o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) com lideranças da Central Única de Favelas (CUFA) dos 27 estados brasileiros.Desenvolvido pelo Ministério da Justiça, o Pronasci marca uma iniciativa inédita no enfrentamento à criminalidade no país. O projeto articula políticas de segurança com ações sociais; prioriza a prevenção e busca atingir as causas que levam à violência, sem abrir mão das estratégias de ordenamento social e segurança pública.“A cidade informal, em todo o mundo, cresce numa velocidade muito maior do que a cidade formal. As pessoas vivem em aglomerados sem os serviços essenciais, o que aumenta a distância entre os moradores destes locais e o Poder Público. Esse espaço acabou sendo ocupado pelo narcotráfico, que atrai os jovens da periferia, a maioria deles negros, para um modo de vida muito violento e efêmero. Daí a importância da atuação do Pronasci junto à juventude. O que seria impossível sem a existência de interlocutores como a CUFA”, afirmou o ministro, que completou: “A SEPPIR é parceira do Pronasci com o objetivo de dar recorte racial às ações do Programa. A Secretaria é o grilo falante do Governo, lembrando a todas as áreas da importância do recorte racial nas políticas públicas. Somos o grilo falante do Governo, lembrando a todas as áreas da importância do recorte racial nas políticas públicas”.A apresentação inicial do ministro foi seguida de um longo debate com as lideranças do movimento, criado em 1999 a partir da união entre jovens de várias favelas do Rio de Janeiro – principalmente negros – que buscavam espaços para expressarem seus questionamentos. A CUFA cresceu e se capilarizou para todos os estados brasileiros. E continua tendo no Hip Hop sua principal forma de expressão. Na conversa com o ministro, além do Pronasci, foram discutidos temas com a legalização do aborto, a implantação da lei 10.639 (que cria o ensino obrigatório de História da África em todas as escolas brasileiras), e o sistema de cotas raciais para ingresso nas universidades públicas.

21 de outubro de 2008

ENCONTRO NACIONAL

Pois e galera, hoje mais um dia de correria e reunioes e debates.

acaba de ser eleito o novo presidente da CUFA, Danilo Bittencourt da Bahia foi eleito. Como vice-presidente ficou a Kalyne Lima da Paraiba.
Amanha segue mais reunioes com o Ministro Edson Santos, ministro da igualdade racial, Paulo Skaf e Orlando Silva, ministro de esportes.

A CUFA nao para e nos seguimos na correria.

19 de outubro de 2008

ENCONTRO NACIONAL CUFA

Hoje começa o ENCONTRO NACIONAL CUFA, nosso coordenador geral estará presente para discutir propostas e idéias para benefícios das comunidades em que atuamos e em que começaremos a atuar.

representantes de todos os estados estarão lá, pra debater sobre políticas públicas e ações que a CUFA pode realizar para fortalecer um melhor desenvolvimento das comunidade.

segurança, esporte, comunicação, entretenimento e política serão alguns dos pontos discutido durante estes 5 dias.

boa sorte a todos.
a CUFA não para.

16 de outubro de 2008

HUTUZZZZZ 2008

A primeira fase de votação para o Prêmio Hutúz está encerrada!No dia 11/10 o Brasil conheceu os cinco indicados nas 15 categorias do Prêmio Hutúz. Sob o Viaduto Negrão de Lima, em Madureira, no Rio de Janeiro, os envelopes foram abertos na presença dos auditores Adriano de Freitas (site Radar Urbano), Alexandre (site Mundo da Rua), Dário (Porte Ilegal), Jhonny Campanile (site Real Hip Hop) e Mandrake (site Rap Nacional). Conheça os indicados:-
Revelação do Ano:
– 286
Kamau
Lindomar 3L
Renegado
3 um Só

- Melhor Grupo Norte / Nordeste:
Agregados
Consciência Nordestina
Mano Robson
Nordeste S.A
O quadro

- Produtor Revelação:
Ariel Feitosa
Duck Jay
DJ Regis
Daniel Ganjaman
Munho Z

- Melhor Vídeo Clipe:
Brasil com P - Gog
Chapa Lupa - Sandrão
Desabafo do Trabalhador – Império Negro
Jazz DJango – Higo Melo
78 - Retrato Radical
Qui nem Judeu - DBS e a Quadrilha

- Destaque do Break:
Afro Break
Amazon Bboy
Atos Crew
Mega Break
Muchibinha

- Destaque do Graffiti:
Graffiti 1
Graffiti 2
Graffiti 3
Graffiti 4
Graffiti 5

- Hip Hop Ciência e Conhecimento estão no páreo:
Freestyle Estilo de Vida
L.A.P.A
Movimento Enraizados
Pelas Periferias do Brasil
Trajetória de um Guerreiro

- Melhor DJ de Grupo:
DJ Batman – Viela 17
DJ Bira – A Família
DJ Erick Jay – X Barão
DJ Rodrigo - Inquérito
DJ Thiago - Gog

- Demo Masculina:
Amizade é coisa séria – Vozes do Gueto (RJ)
Ausência de um Pai - Elemento S
Brasilidade – Dyskreto (GO)
Gueto – Paradigma
La Raza Brasil – Los Hombres (ES)

- melhor Demo Feminina:
Me Garanto – Karol Conká
Memória - Ideologia Feminina
Mulheres de Atitude – Mulheres de Atitude
Pode ser - Dacal

- Grupo ou Artista Solo:
A Família
Dina Di
Inquérito
Kamau
Realidade Cruel

- Destaque Gospel:
D´Cristo
Isaias Júnior
Marcio – Ataque Versus
Manuscritos
Soldados de Cristo

- Categoria Melhor Álbum:
Com o Poder nas Mãos – Dina Di
Dos Barracos de Madeira aos Palácios de Platina – Realidade Cruel
Mais Romântico – A Família
Non Ducor Duco – Kamau
Um Segundo é Pouco – Inquérito

- Melhor Música:
Pequenos Grandes Homens – Viela 17
Prepare as Algemas – A – 286
Poesia de Concreto - Kamau
Tsunami – Realidade Cruel
Um Segundo é Pouco – Inquérito

- Melhor Site de Grupo de Rap:
Consciência Tranqüila
DBS e a Quadrilha
Hana Lima
Renegado
SNJ

É isso aí, galera! O Carnaval Hutúz já tem seus indicados. E você, que faz parte desta folia, tem o futuro dos escolhidos em suas mãos. No próximo dia 20 de outubro de 2008 começa o grande desfile, mas apenas um de cada categoria vai levantar o estandarte. Participe, vote e escolha os melhores desta mistura carnavalesca. A votação estará aberta até o próximo dia 27 de outubro de 2008.Para mais informações acesse: www.hutuz.com.br

15 de outubro de 2008

MARANHAO NA TELA

'MARANHÃO NA TELA' E CUFA ESTIMULAM PRODUÇÃO AUDIOVISUAL DO MARANHÃO
A programação de cursos de cinema e vídeo mobiliza estudantes, pesquisadores e profissionais de televisão e rádio

A primeira semana de programação do ‘Maranhão na Tela’ já superou as expectativas do evento. O Maranhão na Tela é um projeto de fomento à produção audiovisual do Maranhão, realizado nesta II edição pela produtora Mavi Simões em parceria com a CUFA-MA. Os 242 inscritos no curso de roteiro e documentário refletem a necessidade de um incentivo para a produção audiovisual no Estado. Para Felipe Ribeiro, professor e cineasta que ministrou o curso “a própria demanda demonstrou que: ou o Maranhão não tem uma produção vigorosa ou não está sendo bem distribuída”, afirmou ele.

Durante as aulas o cineasta fez questão de trabalhar a construção de roteiro e a produção de documentários a partir do que se produz atualmente, e daí, então resgatar algumas referências da história do cinema como Vertov, Jean Rouch, Goddard. Além disso, ele apresentou um conjunto de filmes que contribuíram para pensar métodos de compor um roteiro e resignificar sentidos de produção, circulação e consumo dos filmes.

O resultado desse primeiro contato foi bem positivo para profissionais de rádio e televisão, pesquisadores, produtores e estudantes interessados em crítica de cinema e criação de projetos. A nova expectativa é reiterar o aprendizado com a presença do cineasta Vinicius Reis, roteirista e diretor, que ministrará nos dias 13 e 17 de outubro o curso de Direção e Produção.

O Estado do Maranhão é carente de cursos técnicos e de graduação na área de cinema e vídeo, por isso, a proposta dos cursos de capacitação do 'Maranhão na Tela' é estimular o interesse pela produção. A parceria da CUFA-MA com o projeto é o primeiro passo no desafio de promover capacitação de jovens e viabilizar transformação social através do cinema. “A atuação da CUFA tem sido importante para o fomento a produção audiovisual no Brasil. No Rio de Janeiro, tivemos mostras impressionantes dos filmes da periferia. Filmes feitos por pessoas que historicamente foram entendidas ou percebidas como receptores. Esse mesmo desafio de produção deve ser pensado como desafio de distribuição e a CUFA também deve encontrar meios distribuição alternativos como o Youtube e a internet”, comentou Felipe Ribeiro.

O 'Maranhão na tela' segue com a oficina de produção de vídeo, voltada para jovens da periferia do São Luís, ministrada por Tiago Gomes, Coordenador de Audiovisual da CUFA-RJ. Em dezembro, acontece o Festival cujo ponto alto da programação é a exibição dos vídeos produzidos na oficina.


texto: Poliana Sales e Alexandre Bruno

14 de outubro de 2008

FESTA PRA CRIANÇADA

pura diversão
torneio infantil

molecada no basquete de rua


campeões do basquete


a galerinha em peso
dança da laranja

parada pro lanche
croos cufa na area

coordenação da Base Vicente Fialho
preto zézé e Edimar (CUFA -CE)
Thiago gomes (CUFA -RJ)
Mano Robson (CUFA-PI)


Para felicidade geral da criançada, a CUFA -MA realizou no ultimo dia 12 de outubro , uma grande festa em comemoração ao dia das crianças na comunidade Vicente Fialho uma das bases da CUFA no Maranhão, houve distribuição de brinquedos,lanche, além de torneio de basquete de rua , travinha,volei,amarelina,pula-corda,danças e muita diversão , tivemos também apresentação do grupo de capoeira MaraBrasil e do grupo Croos CUFA levando a molecada ao delirio com sua manobras radicais. Não podemos também deixar de citar a presença do preto Zezé e Edimar (CUFA-CE) Thiago Gomes(CUFA-RJ) e do Mano Robson(CUFA-PI) que vieram de longe prestigiar e conhecer as ações da CUFA no MARANHÃO.








10 de outubro de 2008

GOVERNO RECONHECE EM AL TERRA QUILOMBOLA

Com danças de reisado e um almoço com feijão tropeiro, os quilombolas da Comunidade de Povoado Tabacaria, em Alagoas, comemoraram ontem o recebimento de uma cópia do documento em que o governo federal reconhece e declara como território deles uma área de 410 hectares. As 89 famílias do lugar viviam até agora num pequeno lote de 1 hectare.Diretores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foram até a comunidade, na zona rural do município de Palmeira dos Índios. O próximo passo será a desapropriação das áreas declaradas como parte do quilombo: três fazendas de médio porte dedicadas à criação de gado.Embora a região seja dominada por minifúndios, os quilombolas pediram que nenhum pequeno proprietário fosse desapropriado. "É gente trabalhadora e pobre como a gente", disseram em documento enviado ao Incra.O povoado fica na região do lendário Quilombo dos Palmares, símbolo da resistência negra à escravidão, e seus moradores se apresentam como descendentes dos seguidores de Zumbi. Segundo levantamento antropológico, eles foram expulsos das áreas que ocupavam durante o processo de expansão da pecuária na região, na década de 70.Na época da demarcação da área, existiam dúvidas se ela não se sobrepunha à Terra Indígena Xucuri-Kariri, criada anos antes na mesma região. Mas, a partir da análise dos mapas, o Incra e a Fundação Nacional do Índio (Funai) concluíram que não havia sobreposição.A cópia do documento do Incra foi entregue à mais velha moradora do povoado, conhecida como dona Vicentina, de 92 anos.Fonte: estadao.com.brAtos de reconhecimento como esse e outros como os de anistia aos perseguidos da ditadura são muito importantes simbólicamente, mas ao mesmo tempo faz agente ver como as coisas ainda carecem de uma tremenda evolução. Paz pros quilombolas do Brasil Todo.

Okocha.

fonte: rapevolusom.com

9 de outubro de 2008

Livros x Luxúria?

Hoje, Quinta-feira, dia 09 de Outubro terá início à II feira de livros de São Luís, promovida pela Prefeitura através da FUNC. Segundo os organizadores, ano passado foi um sucesso, com a presença das principais editoras do Brasil e claro, pela presença também de Ariano Suassuna.
em contrapartida, na sexta, dia 10, na litorânea terá início ao carnaval fora de época em São luís, Marafolia. com a presença de cantores e grupos de axé music em cima de trio-elétricos, animando os adeptos da musica baiana.

Dois eventos diferentes, com tendências diferentes, de caráter diferente, com objetivos diferentes... um, com a missão de resgatar (ou criar) na população o amor pela leitura. Outro, com a missão de continuar a festa do carnaval com azaração, corpos a mostra, suor, agitação e diversão...

um livro, na feira sai na média de R$ 30,00. Uma noite de marafolia, sai em média R$ 150,00 (só o abadá-ingresso).
Um lanche, na feira sai em média R$ 10,00. Uma noitada de Marafolia, sai em média R$ 100,00 (cerveja, água (?), taxi, cabelo, maquiagem...)

os frutos que um livro traz...
os frutos do marafolia...

pense, reflita e siga aquilo que você acha melhor e mais conveniente.

Abujamra: "O seu futuro depende do seu presente. A vida é sua, estrague-a como quiser".

7 de outubro de 2008

BASQUETE DE RUA


É isso rapaziada...
LIBBRA 2009... está chegando....
preparem-se para o combate entre gigantes e gingadores, equilibristas e animadores,
gaiatos e agitadores, habilidosos e acertadores, simples mortais e grandes jogadores....
o espetáculo está de volta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

MARANHAO NA TELA!!!!!!!!!!!!!

Começou ontem, segunda, as de audiovisual promovido pelo Maranhão na tela 2008 em parceria com a CUFA!!!!
o Objetivo é capacitar jovens para trabalhar com criação, produção, roteirização.... de vídeos e filmes. Com isso, a CUFA irá implantar aqui seu núcleo de Audio-visual.
como forma de fomentar a produção de vídeos e filmes no maranhão, feitos por jovens favelados e pobres...

duas semanas seguidas; - oficina (tarde, a partir das 13h - farão documentários falando de algumas personalidades da cultura local)... sebrae-pedro II
- Curso (noite, a partir das 18:30h), com explanação sobre roteirização, produção, direção de vídeos e filmes... sebrae-jaracaty.

é isso, CUFA e seus parceiros capacitando para multiplicar e produzir.

2 de outubro de 2008

HUTUZ 2008


hutuz, hutuz, hutuzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz....

essa é a festa...!!!
a festa ddo RAP.

vote nos melhores.

melhor grupo ou solo
melhor DJ
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LUBARMA AVISA....

Pois é rapaziada... começaram os preparativos a LIBBRA 2009. Breve novidades...
logo, logo estaremos abrindo as inscrições....
avisem todos!!!!.
32 times masculinos
8 times femininos.
e festa vai ser linda.
vc não vai ficar de fora... ou vai?!!

RAP NAS ELEIÇÕES

Rap espalha mais de 30 candidatos e muita polêmica pelo país
http://eleicoes.uol.com.br/2008/ultnot/2008/10/02/ult6120u54.jhtm
Rodrigo BertolottoDo UOL NotíciasEm São Paulo

O rap cansou de discursar só sobre bases ritmadas e subiu ao palanque. O Brasil tem mais de 30 candidatos nessas eleições municipais. Um deles quer ser até prefeito: Aliado G, do grupo Face da Morte, concorre pelo PC do B à Prefeitura de Hortolândia (cidade a 105 km a noroeste de São Paulo).Tem mano querendo virar político em Fortaleza (Preto Rap), Rio de Janeiro (DJ Sadam), Porto Alegre (Mano Oxi), na gaúcha Sapucaia do Sul (DJ Gutti) e na mato-grossense Sinop (Mano Higor). Há também quem já tente a reeleição, como Anderson 4P, lutando por mais quatro anos na Câmara de Francisco Morato, município da Grande São Paulo.
Candidatos trocam uma idéia
O rap viveu um boom no final da década passada, com os Racionais MC´s vendendo mais de um milhão de exemplares de "Sobrevivendo no Inferno" a partir de 1997. Desde a eleição de 2000, o movimento tem integrantes em campanha. Um desses pioneiros é Renê do Rap (PRN), que novamente tenta virar vereador paulistano. "Naquela época me chamavam de louco, que o rap nunca ia entrar na política. Agora todo mundo quer virar político", diz o rapper que faz campanha na Zona Oeste. (Veja ao lado três dos candidatos do rap em São Paulo)Ele dá suas correrias pela Zona Oeste, nas quebradas como a favela São Remo e o morro do Querosene. Distribui seus salves para os possíveis eleitores. "firmeza, Jão?", "É tudo nóis" e "fala, moleque" são alguns dos cumprimentos que distribui pelas vielas.Mas nem tudo são flores na perifa. Na beira de um córrego, um seguidor do vereador Antônio Carlos Rodrigues (PMDB) arma uma treta com o rapper aprendiz de político, que prefere não bater boca. "Renê não manda nada aqui", fala Gabriel, o cabo eleitoral rival com a cara amarrada. "O irmão dele é gente fina, faz campanha prá gente. Mas esse aí é vacilão. Ganha um troco e tem que dar uma de pitbull. Depois a gente troca uma idéia com ele e vira Lassie", reage o candidato.Renê do Rap também polemiza dentro da comunidade hip hop. "Quem levantou o rap no Brasil foram os brancos no começo dos anos 90, tirando do gueto. Os negros só afundaram o movimento. Pára. Esses manos não sabem o que é o sistema político. Eu estou preparado. Vê o Mano Brown não sabe o que fala. Eu sim estou preparado, tenho projetos. Fazer rima é fácil. Sair candidato é que é difícil", solta o verbo.Renê aponta para Primo Preto (PSDB), produtor dos Racionais MC´s que sai pela segunda vez candidato a vereador. "Ele paga de periferia, mas é dos Jardins. Não cresceu na favela", dispara. Primo Preto responde: "Vivia em uma quitinete no centro, que também tem pobreza. E minha família está por toda cidade, Brasilândia, Cidade Tiradentes. Sempre me identifiquei com os manos."Meio-irmão de Branco Melo, cantor do Titãs que, com 14 anos a mais, custeou parte de seus estudos com o sucesso da banda de rock nos anos 80, Primo Preto concorreu à vereança em 2004 pelo PT com o número 13157.O artigo 157 do Código Penal define assalto à mão armada e é senha dentro do mundo rap, principalmente o que fala de criminalidade, conhecido como gangsta rap. "Esse número sinaliza um incentivo ao crime", lança Renê. Primo retruca: "Hilariamente, o número foi sorteado, mas achei maravilhoso porque se identifica com o rap. Não defendo bandido ou ladrão. Mas usaria o 157 de novo. O problema é que já tinha outro candidato do PSDB com esse número."Outro que faz associação numérica do movimento é Nuno Mendes (PC do B), locutor há 16 anos do programa mais tradicional do gênero. O final de seu número de candidato é 105, a sintonia de FM que dá nome à rádio que emite o "Espaço Rap".Enquanto Primo Preto dispõe Mano Brown em seu santinho de campanha, Nuno Mendes conta com o apoio em vídeo dos Rappin Hood e Edy Rock (Racionais) em sua estréia eleitoral. "Eles deram uma força porque me conhecem faz tempo. O Rappin Hood era um moleque com uma demo embaixo do braço", conta o radialista.
Manos opinam sobre os candidatos
Muitos participantes do movimento hip hop, contudo, desconfiam das candidaturas. "Eu não apóio esses caras que cresceram com o rap e agora querem sair dele. Não sei as intenções: se é promover a perifeira, o rap ou uma rádio", critica Mauro de Almeida, que também atende por DJ Cocão. (Confira no vídeo ao lado opiniões dos manos)Além do rap, Mendes tenta associar sua imagem com a do "mano Lula" e da "mina Marta" nos comícios em que participa. E também nas festas da rádio 105, o locutor aparece para a panfletagem aproveitando a congregação do rap. "Eu represento um grupo com mais 30 candidatos pelo Brasil, a maioria do PC do B e PT. Qualquer um que for eleito vai levar a voz da periferia para a política. O projeto é coletivo, não é pessoal", diz Mendes sobre a ação orquestrada (no bom sentido) pela entidade Nação Hip Hop Brasil.A rima de denúncia da pobreza e as críticas aos poderosos do país colocam o hip hop do lado esquerdo do ringue eleitoral. "O movimento rap é naturalmente socialista, afinal, é a visão que a periferia tem da realidade", decreta Gildean Silva, que compõe sob o nome de Panikinho.Primo Preto discorda. "Não tem partido mais elitista que o PT no momento. Eles me boicotaram em 2004, não me deram santinho ou outdoor. Por isso, sai. O PSDB é um partido como qualquer outro, não finge que é diferente dos outros, como o PT. O Geraldinho [Alckmin] é mais humildão que a Marta, que não aperta mão de candidato de vereador", sentencia o produtor dos Racionais.Ele fez muita campanha na Vila Fundão, reduto de Mano Brown no Capão Redondo (Zona Sul da capital). "O barato é louco: se eu não cumprir os projetos e for pego roubando leite da merenda, os caras me matam. Sabem que tenho compromisso", fala sobre a cobrança da comunidade.Mas qual é a posição dele em relação a Mano Brown, sempre com opiniões forte quanto a questão racial e social do país. "Sou mais articulado, mais diplomático, fui sempre eu negociei quem negociou com as gravadoras. Se for eleito, vou saber me colocar", afirma o produtor pela introdução da música "Capítulo 4, versículo 3" em que fala "aqui quem fala é Primo Preto, mais um sobrevivente" após apresentar estatísticas da opressão da população negra no país.Renê do Rap também não acredita que o rap é majoritariamente de esquerda. "Hoje não tem mais ideologia. "Muito mano só quer saber de carrão, mina, cordão de ouro, charuto, vida louca, ostentação", aponta rapper com quatro discos que tem 20 anos. Nas Grandes Galerias, no centro de São Paulo, um andar subterrâneo é o reduto do movimento. Várias lojas vendem artigos que copiam o modelito do gueto norte-americano, no qual o ponto alto são os bonés com cifrão gigante bordado, simbolizando o sonho de ascensão social.Com o estilo já longe do auge econômico de dez anos atrás, o rap continua atuante nos subúrbios brasileiros, com muitos grupos que reúnem poetas e rappers, muitas estudando em faculdades.
Rapper canta crítica à política
Apesar das críticas de alguns deles, a versão política seria uma variação previsível, afinal, suas letras revoltadas denunciam um país que continua o mesmo. (Acompanhe ao lado rapper Jairo cantando música de protesto sobre a política nacional)Um exemplo vivo é Erlei Roberto de Melo, nome de cartório para o rapper Aliado G, que está em segundo lugar nas pesquisas para a prefeitura de Hortolândia, cidade de 200 mil habitantes.Ele aponta o "recorte classista" que existe no hip hop e em seu partido (o PC do B) e fala que o que os liga é "a luta de classes". Fugindo aos outros que apostam no máximo ao cargo de vereador, já em 2006 ele se lançou a deputado estadual - em entrevista, riu de tanta "geral" da polícia que recebeu durante a campanha.Aliado G começou na década de 90 liderando o grupo Face da Morte, que, desde Hortolândia, conseguiu um sucesso nacional no gênero. Na época, lançou a música "Mancada" direcionada ao então prefeito Jair Padovani (PSDB), falando de desleixo na administração e da falta de água. Agora quer resolver ele próprio o problema.

votem consciente... para termos políticos coerentes e um futuro bem melhor que o presente.